Poesia de cordel sobre o Golpe de 64

“A revolução redentora
Dos milicos do Brasil
Não aconteceu em março
E não foi nada varonil
Tendo como data histórica
Um primeiro de abril

Temendo uma revolução
De caráter comunista
Uma gente bem fardada
E totalmente entreguista
Botando tropas na rua
Passou o país em revista

E depois o que se viu
Foi uma triste aventura
Em que a vida democrática
Sob os ferros da tortura
Conheceu de perto a dor
Que brotou da ditadura

E foi assim desse jeito
Com tanta proibição
E muita gente sumida
Sob brutal repressão
Que um golpe militar
Se chamou revolução

E foi proibido pensar
Pensamento diferente
Do que pensavam as fardas
De um general ou tenente
Que criaram no país
Situação tão deprimente”

(Silvio Prado) ***

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Resenha do filme: Cabra marcado pra morrer

Por Leonardo Gütschow

Por Leonardo Gütschow

As primeiras imagens que se vê de “Cabra Marcado para Morrer” são filmagens feitas pelo próprio Eduardo Coutinho durante a gravação de um longa com o mesmo nome que, porém, seria uma obra ficcional baseada na vida de João Pedro Teixeira, presidente e fundador do Sindicato dos agricultores de Sapé, na Paraíba, que foi morto em 1962 por dois policiais militares, e seu filme  foi interrompido pelo Golpe Civil-Militar de 1964.

Quando Coutinho explica isso tudo, já se pensa “Será um documentário sobre o filme não acabado e a repressão dos militares”. Porém, o diretor escolhe um rumo diferente para o filme. Ele começa a dialogar sobre a vida de João Pedro, explicando sua luta no movimento sindical, operário, sua morte, a impunidade de seus assassinos, entre outras coisas relacionadas a sua vida política.

Logo em seguida disso, o foco do filme é contar a vida dos trabalhadores após o desligamento do filme, já que a maioria deles havia ajudado João Pedro e estava ajudando Coutinho a produzir o filme em 64. Ele reúne todos eles, com exceção de Elizabete Teixeira, esposa de João Pedro, pois a mesma ainda permanecia escondida por conta da perseguição que sofrera depois do golpe. A partir do momento em que se anuncia a importância de Elizabete no filme, a obra tem sua terceira curva narrativa.

A partir daí, o filme te conduz para duas perguntas: Onde está Elizabete e qual sua importância nisso tudo? O filme responde estas duas perguntas respectivamente. Primeiro desenvolve a separação dela e de seu marido e seus filhos. Depois mostra o porque de ser perseguida, respondendo a segunda questão.

Após o assassinato de João Pedro Teixeira, Elizabete começa a fazer protestos em memória a ele. Depois, mais tarde, pede a investigação de seus assassinos. Não suficiente, ela cresce ainda mais a pauta dos protestos, indo para violência no campo e a situação do campesinato em todo o sertão. As manifestações tomam tamanha força e proporção que, após o golpe, o governo achou necessário uma intervenção, praticamente caçando Elizabete por onde ela fosse. Sendo assim, teve que mudar de nome e deixar todos os seus onze filhos com famílias amigas.

Então, sendo assim, Coutinho não constrói um filme, mas três. O original “Cabra Marcado para Morrer”, falando da vida política de João Pedro Teixeira nos sindicatos, a situação dos trabalhadores do campo, usando de exemplo os trabalhadores de Sapé, e a vida de perseguida política de Elizabete Teixeira, que só queria justiça.

Esses três pilares fundamentais fazer com que a obra de Eduardo Coutinho aprofunde sobre a realidade brasileira de uma forma que nenhum outro documentário consegue com uma formula simples de fazer filmes, pois a realidade brasileira não é um filme, é o assassinato de João Pedro Teixeira.

 

 

 

Eduardo Coutinho (1933-2014)

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Eduardo de Oliveira Coutinho, em arte mais conhecido como Eduardo Coutinho foi um cineasta, roteirista e produtor brasileiro nascido em São Paulo (SP) no dia 11 de maio de 1933.Como cineasta, Coutinho é considerado um dos mais importantes documentaristas do cinema mundial.

Seu trabalho caracteriza-se pela sensibilidade e pela capacidade de ouvir o outro, registrando sem sentimentalismos as emoções e aspirações das pessoas comuns, sejam camponeses diante de processos históricos (Cabra Marcado para morrer), moradores de um enorme condomínio de baixa classe média no Rio de Janeiro (Edifício Master), metalúrgicos que conviveram com o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva (Peões), etc.

Eduardo Coutinho cursou Direito em São Paulo, mas não concluiu. Em 1954, aos 21 anos, teve seu primeiro contato com cinema no Seminário promovido pelo MASP e dirigido por Marcos Marguliès. Trabalhou como revisor na revista Visão (1954-57) e dirigiu, no teatro, uma montagem da peça infantil Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado. Ganhou um concurso de televisão respondendo perguntas sobre Charles Chaplin. Com o dinheiro do prêmio, foi para a França estudar direção e montagem no IDHEC, onde realizou seus primeiros documentários.

De volta ao Brasil em 1960, teve contato com o grupo do Cinema novo e integrou-se ao Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE). No núcleo dirigido por Chico de Assis, trabalhou na montagem da peça Mutirão em Nosso Sol, apresentada no I Congresso dos Trabalhadores Agrícolas que aconteceu em Belo Horizonte em 1962. Foi gerente de produção do primeiro filme produzido pelo CPC, o longa-metragem de episódios Cinco Vezes Favela.

Escolhido para dirigir a segunda produção do CPC, Coutinho começou a trabalhar num projeto de ficção baseado em fatos reais, reconstituindo o assassinato do líder das Ligas Camponesas João Pedro Teixeira, a ser interpretado pelos próprios camponeses do Engenho Cananéia, no interior de Pernambuco, inclusive a viúva de João Pedro, Elizabeth Teixeira, que faria o seu próprio papel. O filme se chamaria Cabra Marcado para Morrer, e chegou a ter duas semanas de filmagens, até o Golpe Militar de 1964. Parte da equipe foi presa sob a alegação de comunismo e o restante se dispersou, interrompendo a realização do filme por quase 20 anos.

Em 1966, Coutinho constituiu, com Leon Hirszman e Marcos Faria, a produtora Saga Filmes. Dirigiu um episódio do longa O ABC do amor, foi diretor substituto em O Homem que Comprou o Mundo (1968) e realizou uma adaptação de Shakespeare para o cangaço brasileiro, em que o personagem Falstaff tornou-se Faustão (1970).

Especializando-se em roteiro, Eduardo Coutinho foi co-roteirista de vários títulos importantes do cinema brasileiro, como A Falecida (1965) e Garota de Ipanema (1967) de Leon Hirszman, Os Condenados de Zelito Viana (1973), Lição de Amor de Eduardo Escorel (1975) e Dona Flor e Seus Dois Maridos de Bruno Barreto (1976).

Em 1975, passou a integrar a equipe do programa Globo Repórter, da TV Globo, juntamente com Paulo Gil SoaresJoão Batista de Andrade e outros. Permaneceu no programa até 1984, sempre rodando em 16 mm, com uma liberdade editorial surpreendente para a época, e acabou descobrindo sua vocação de documentarista em trabalhos inovadores como Teodorico, o Imperador do Sertão, sobre o líder político nordestino Theodorico Bezerra.

Em 1981, Coutinho reencontrou os negativos de Cabra Marcado para Morrer, que haviam sido escondidos da polícia por um membro da equipe, e resolveu retomar o projeto. Conseguiu localizar Elizabeth Teixeira em São Rafael, no interior do Rio Grande do Norte, mostrou-lhe o que havia sido filmado em 1964 e filmou o depoimento dela sobre a dispersão de sua família após a interrupção do filme.

A partir daí, a ficção baseada em fatos reais transforma-se num dos mais extraordinários documentários jamais filmados, retratando e acompanhando as tentativas de Elizabeth por reencontrar seus filhos, em diferentes pontos do país, e refletindo sobre o que aconteceu com a sociedade brasileira no longo período da ditadura militar. O filme ficou pronto em 1984 e ganhou 12 prêmios em festivais internacionais, no Rio de Janeiro, Havana, Paris, Berlim, Setúbal, etc.

Após o sucesso de Cabra marcado para morrer, Coutinho afastou-se do Globo Repórter e passou alguns anos trabalhando com documentários em vídeo para o CECIP (Centro de Criação da Imagem Popular), com temas ligados a cidadania e educação. São dessa época projetos como Santa Marta e Boca de lixo, visões humanistas e pessoais sobre indivíduos e populações marginalizadas. Também escreveu roteiros para séries documentais da TV Manchete, como 90 Anos de Cinema Brasileiro e Caminhos da Sobrevivência (sobre a poluição em São Paulo).

Em 1988, com o centenário da Abolição da Escravatura, foi estimulado pela então Secretária de Cultura do Rio de Janeiro, Aspásia Camargo, a realizar um documentário sobre a população negra na História do Brasil. O Fio da Memória, centrado na figura do artista popular Gabriel Joaquim dos Santos, só viria a ser concluído três anos mais tarde, com o apoio das emissoras de televisão La Sept (França) e Channel Four (Inglaterra).

Em 1997, Coutinho foi contratado para fazer a pesquisa de Identidades Brasileiras, uma série de programas da TVE que abordaria dez temas diferentes e envolveria pesquisa e gravações em diversas partes do país. Embora o projeto tenha acabado antes das gravações, o cineasta teve a ideia de fazer um filme sobre religião e pediu ajuda para José Carlos Avellar, então diretor-presidente da RioFilme, para financiar o documentário. Com custo aproximado de 300 mil reais e quase dois anos de trabalho e a produção do Centro de Criação da Imagem Popular, Coutinho lançou Santo Forte em 1999.

A partir dali, a carreira de Coutinho renasceu mais uma vez e ele passou a trabalhar com colaboradores regularmente e conseguiu manter uma produção constante de filmes graças à parceria com a produtora VideoFilmes, do também documentarista João Moreira Salles, que desenvolveu fortes laços de amizade com o cineasta paulistano, ajudando-lhe a viabilizar e se envolvendo na elaboração dos seus sete documentários seguintes, realizados entre 2000 e 2011.

Durante estes onze anos, Coutinho foi premiado três vezes no Festival de Gramado pelos filmes Santo Forte e Edifício Master, além de um Kikito de Cristal pelo conjunto da obra, e duas vezes pelo Festival de Brasília pelos filmes Santo Forte e Peões, sem contar o reconhecimento da crítica especializada como o maior documentarista brasileiro em atividade. Em 2013, ao completar 80 anos, Coutinho foi homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Em fevereiro de 2014, Coutinho finalizava um documentário no qual entrevistava adolescentes da rede pública de ensino do Rio de Janeiro, quando foi morto a facadas em seu apartamento pelo próprio filho, que sofria de esquizofrenia. No mesmo ano de seu assassinato, o cineasta foi homenageado na cerimônia do Oscar 2014.

Em 2004, a pesquisadora Consuelo Lins publicou, pela editora Zahar, O Documentário de Eduardo Coutinho

10 Filmes: Eduardo Coutinho

10) O Fio da Memória

O Fio da Memória é o retrato em cinema do Brasil da constituinte. Os 500 anos de ocupação portuguesa lançam sua sombra sobre a nova democracia. É o momento mais didático de Coutinho, a narração em off  dos textos de Joaquim Gabriel dos Santos, apesar de sua força, reforça uma ideia de que o que é dito deve ser mostrado, o que contradiz várias coisas que o diretor defenderia depois em suas entrevistas e nos seus próprios filmes. Ainda assim, é um interessante reflexo do seu momento.

9) Peões

Na filmografia nacional, Peões acompanha Entreatos, de João Moreira Salles. Como O Fio da Memória, os dois filmes são reflexos de um momento político de esperança esquerdista. Peões procura, nos dias da eleição presidencial de 2002, os rostos nas fotos históricas do movimento sindical da década de 1980. O filme também carrega um dos momentos mais emblemáticos da carreira de Coutinho, quando, falando que não quer que seus filhos passem pelo que ele passou, o personagem se deixa interromper pelo silêncio até disparar para o diretor: “O senhor já foi peão?”.

8) Boca do Lixo

“Como é trabalhar no lixo?”. A pergunta de Coutinho não supõe nada, não responde pelo seus personagens. Ao filmar o outro, o diretor é corajoso o bastante para mostrar que há distância e desententimento entre eles. Boca do Lixo talvez seja exatamente o que o jornalismo deveria ser. De qualquer forma, é cinema documentário brutalmente honesto com si mesmo.

7) Santo Forte

No ainda difícil primeiro momento da retomada, Coutinho embarcou em um projeto como Santo Forte, o primeiro filme do diretor em que a narrativa dependeria exclusivamente do depoimento dos personagens. A ideia não foi facilmente vendida. No processo, a própria montadora do filme confessara a pouca fé que tinha nele. Santo Forte luta pela verdade possível da palavra sobre a suposta verdade da imagem que moveu tantas escolas do gênero.

6) Edifício Master

Depois de Cabra Marcado para Morrer, Santa Marta – Duas semanas no morro, Boca do Lixo e Santo Forte, Coutinho entraria no universo muito diverso da classe média baixa. Mais uma vez, o filme é uma luta pela primasia da palavra-depoimento. A interferência de Coutinho, como o outro lado da palavra, o que escuta, para quem se fala e, principalmente, quem quer ouvir, é essencial ao filme. Acho que isso está muito bem demarcado em segmentos como o da personagem que se recusa a olhar para ele ou do sujeito que lhe pede um emprego.

5) Moscou

Adaptando o incompleto As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, Coutinho convida um grupo de teatro para ensaiar uma peça que nunca entraria em cartaz. É sabido que Coutinho pouco gostava do próprio filme. Pessoalmente, acho o projeto um tanto mais arrojado do que Coutinho consegue dar conta. Mas admiro o quanto comprometido o filme é com a tentativa. No fim das contas, fica beleza da nostalgia das personagens, firmemente sentida.

4) O Fim e o Princípio

Em entrevista, Coutinho declarou não ter tido em mente nenhum tema específico para filmar O Fim e o Princípio, projeto desprovido de pesquisa prévia. Algumas perguntas, no entanto, são insistentemente repetidas a cada casa de São João do Rio do Peixe visitada pela equipe do filme. Pra mim, esse se tornou, depois da morte do diretor, o seu filme mais doloroso.

3) Teodorico: o Imperador do Sertão

À maneira de Leni Riefenstahl, dessa vez Coutinho procura não interferir na sua imagem. Os absurdos ditos e mostrados não são questionados pelo cineasta, como depois ele diria que devem ser. Teodorico: o Imperador do Sertão é um documentário esteticamente distante daquele que o diretor passaria a defender, ainda que mereça ser aclamado pela grandeza de sua aridez.

2) Cabra Marcado para Morrer

Um filme interrompido pela ditadura militar é retomado com a abertura política do governo Figueiredo, 17 anos depois. Cabra Marcado para Morrer é um dos mais belos documentários já feito, no Brasil ou fora daqui. Ao se dedicar à família de Elizabeth Teixeira tanto quanto à história das ligas camponesas, o filme mostra que dor e o isolamento causados pela didatura é maior do que o que pode ser resumido nos livros de História.

1)   Jogo de Cena

O valor da palavra-depoimento para Coutinho já estava muito claro desde Santo Forte. Aqui, ele o atesta com atrizes interpretando uma série de depoimentos femininos. Gosto da curiosa comparação com o melodrama de Douglas Sirk que alguns críticos trouxeram à época, a narrativa realmente tem uma expressão dramática particular que as personagens trazem, um entendimento delas do que é cinema que é modificado pelo entendimento das atrizes. Jogo de Cena é uma poderosa afirmação de Coutinho e ainda permanece talvez o melhor filme nacional desde a retomada.

 

Filme: Jango

Esse documentário foi produzido em 1984, na conjuntura da “abertura política”, relacionada as manifestações populares pelas “Diretas Já”, o filme Jango, é um panfleto pela democracia.

 downloadTem como diretor Silvio Tendler que buscou evidenciar a situação política brasileira nos anos 60 e 70, a partir da eleição de Jânio Quadros (de quem Jango era vice-presidente), transpassando pela crise da renúncia e progresso de Jango, o golpe militar, as manifestações contra o novo regime e situações de repressão. O filme foi visto por mais de meio milhão de espectadores, tornando-se o sexto documentário de maior bilheteria da história do cinema brasileiro, ganhou diversos prêmios como o Troféu Margarida de Prata, da CNBB (1984), o Prêmio especial do júri, prêmio do público e de melhor trilha-sonora do Festival de Gramado (1984) e o Prêmio especial do júri no Festival de Havana. O documentário “Jango” pode ser considerado como um dos mais importantes do Brasil, tem como narrador o ator José Wilker e depoimentos de diversos personagens, tanto de apoiadores do golpe, como de perseguidos pelo regime militar, como o ministro Afonso Arinos de Melo Franco, o general Antonio Carlos Muricy, Leonel Brizola, Celso Furtado e Frei Betto, entre outros.

 De comunista a fugitivo, Jango, forçado ao exílio, foi o único presidente que morreu fora do país. Membro de uma elite rural, aderiu ao populismo de Vargas  e ingressou na política por causa do mesmo. Aproximou-se do trabalhismo e mesmo em seu momento de maior radicalização, já em 1964 quando sugeriu as reformas de base, buscava apoio de setores sociais populares, mas que julgava poder manipular.

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Jango defende as reformas de base na Central do Brasil no dia 13 de março de 1964

“Não há ameaça mais séria à democracia do que desconhecer os direitos do povo; não há ameaça mais séria à democracia do que tentar estrangular a voz do povo e de seus legítimos líderes, fazendo calar as suas mais sentidas reivindicações.”

João Goulart

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Os ótimos marqueteiros da campanha da legalidade

Capitaneada por Leonel Brizola, a campanha da legalidade é  uma importante reflexão sobre nosso sistema constitucionalista. Ela foi marcada não só pela luta política, como também por sua ótima campanha publicitária e o revolucionário uso dos meios de comunicação em massa num país recém-apresentado à televisão.

Em 2001, o PDT fez um documentário sobre a campanha da legalidade e os 40 anos da Campanha da Legalidade.

A bela oratória de Brizola foi imprescindível para o andamento da campanha, seu discurso é uma das marcas da campanha da legalidade. Confira abaixo um trecho do seu discurso:

Brizola não só foi a imagem representativa da campanha como também o articulador  principal para à volta da legalidade. Abaixo estão algumas imagens históricas sobre a sua participação no movimento:

Brizola e Machado discutem a articulação: Exército x Política                         Brizola inspeciona armas

Brizola recebe Jango

SEGREDOS E CURIOSIDADES QUE GUARDA BRASÍLIA

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  1. Brasília, que faz em Abril 57 anos, demorou mais de 100 anos para ser construída. A ideia começou com Marquês de Pombal antes mesmo da chegada da Família Real em 1808. A ideia de interiorizar o país se dava por conta de proteger a família real de ataques marítimos.
  2. Vencedor do concurso, o arquiteto Lúcio Costa não tinha registro de arquiteto, de acordo com Milton Teixeira: “Ele só foi ganhar um Crea honorário em 1985 pela obra que teve”.
  3. O planejamento original de Brasília previa que em 2000 haveria lá uma população de 500 mil pessoas. Naquele ano, o número já havia chegado a mais de quatro vezes essa quantidade.
  4. Apesar de a planta da cidade ser quase sempre comparada ao desenho de um avião, para o seu planejador, Lúcio Costa, ela teria um significado diferente: “Ela nasceu do gesto de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o sinal da cruz.” Brasilia_-_Plan.JPG
  5. Brasília abriga hoje mais de 2,6 milhões de habitantes e carrega o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Além de seu valor cultural inestimável, a cidade também custou caro para os cofres públicos brasileiros. Estima-se que custou  Cr$ 125 bilhões (cruzeiro), o que equivalia a aproximadamente 1,62% do Produto Interno Bruto (PIB) da época.
    Se Brasília saísse do papel ao concreto hoje, este valor seria em torno de R$ 52,7 bilhões, o que corresponde a 1,59% do PIB brasileiro. Provavelmente não teria o apoio da população se construída atualmente.
  6. O plano da cidade de Brasília, juntamente com Ouro Preto, Olinda e Rio de Janeiro, foi considerado pela UNESCO um patrimônio cultural da humanidade. Grande parte dos seus monumentos são assinados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Catedral Metropolitana

Confira abaixo um curto vídeo que resume quem foi Oscar Niemeyer e sua relação com Brasília: